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Templates by Marina
*Ao som de *
Screaming Trees - I nearly lost you
Eric Clapton - Tears in Heaven
Arcana - Chant of the Awakening
e principalmente...
My dying Bride - For my Fallen Angel

Obs.: Tive de cortar bastante a imagem, e diminuí-la para poder caber aqui no blog, mas ela inteira é mui mais bela... e aberta em zoom, melhor ainda... quem quiser, pode me pedir, que eu passo com o maior prazer =]
Adeus! (August Friedrich Schmidt)
Não entenderás nunca os motivos que me fizeram atravessar
A grande noite, a fria noite e a tua indiferença.
Vim porque a minha hora estava se tornando longa demais;
E o frio já me gelava
Vim porque o escuro estava pesando sobre os meus olhos
E o meu ser estava encolhido, longe da morte e da vida
Longe de tudo!
Vim porque não podia, porque era um condenado
Porque precisava de ti.
Vim porque me prometeste um dia o sossego
e eu acreditei nas tuas palavras.
Vim porque não podia mais!
Sei, porém que és pior do que o escuro e o frio
Sei que és mais terrível do que a solidão
Sei que és o meu próprio vazio
E que o teu mundo não é o meu.
Sei o que pensaste quando me viste entrar.
Eras a minha ilusão final
Hoje nem mais meu desespero tu és.
Minhas palavras te são indiferentes
Eu te sou indiferente.
Mas antes de partir quero te dizer adeus!
Quero demorar-me sobre o teu túmulo porque é o meu túmulo
Quero chorar sobre o teu corpo porque é meu corpo
Quero demorar-me um minuto ao teu lado
Porque és eu mesmo, oh! Minha sombra, meu engano e minha dor!

As I draw up my breath
And silver fills my eyes
I kiss her still
For she will never rise
On my weak body
Lays her dying hand
Through those meadows of Heaven
Where we ran
Like a thief in the night
The wind blows so light
I wars with my tears
That won't dry for many years
"Love's golden arrow
At her should have fled
And not Death's ebon dart
To strike her dead"
Tradução:
Para meu Anjo Caído
Enquanto eu suspendo minha respiração
E a prata enche meus olhos
Eu ainda a beijei imóvel
Porque ela nunca se levantará
No meu corpo fraco
Descansa sua mão moribunda
Através daqueles prados do Paraíso
onde nós corremos
Como um ladrão na noite
O vento sopra tão leve
Eu batalho com minhas lágrimas
Que não querem secar por vários anos
O amor é uma flecha dourada
Até ela, deve ter voado
E não a flecha negra da Morte
para feri-la mortalmente
Não preciso comentar n-a-d-a sobre essa música... é realmente maravilhosa... o som, o instrumental... a voz... Tudo literalmente perfeito. Uma belíssima combinação de violino com uma melodia entristecida... e a letra... caracterizando o sentimento... amor.


Obs.: Maravilhosa poesia de Cruz e Sousa... aliás, quais dele são ruins? =)
Esqueci de pôr uma imagem tb, então lá vai... Gosto dessa... é profunda e diz o que sinto... (e eu não quero ser clichê ¬¬)


“A existência em Deus implica necessariamente a escravidão de tudo abaixo dele. Assim se Deus existisse, só haveria um meio de servir a liberdade humana: seria o de deixar de existir.”
Mikhail Bakunin
“...no presente estágio da psicologia e da fisiologia, a crença na imortalidade da alma não pode reivindicar, em qualquer nível, respaldo científico; e tais argumentos, tanto quanto é possível neste assunto, apontam para a provável extinção da personalidade por ocasião da morte.”
Bertrand Russell
Presa do ódio
Da tu'alma na funda galeria
Descendo às vezes, eu às vezes sinto
Que como o mais feroz lobo faminto
Teu ódio baixo de alcatéia espia.
Do Desespero a noite cava e fria,
De boêmias vis o pérfido absinto
Pôs no teu ser um negro labirinto,
Desencadeou sinistra ventania.
Desencadeou a ventania rouca,
surda, tremenda, desvairada, louca,
Que a tu'alma abalou de lado a lado.
Que te infalamou de cóleras supremas
e deixou-te nas trágicas algemas
Do teu ódio sangrento acorrentado!
Cruz e Sousa
