Dame Vampiria

"Quem sou eu? De onde venho?... Estou sempre morto. Mas um vivo morto, Um morto vivo. Sou um morto Sempre vivo. A tragédia em cena já não me basta. Quero transportá-la para minha vida." Salvador Dalí
MSN: castela_da_tristeza@hotmail.com

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Screaming Trees - I nearly lost you

Eric Clapton - Tears in Heaven

Arcana - Chant of the Awakening

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My dying Bride - For my Fallen Angel


Obs.: Tive de cortar bastante a imagem, e diminuí-la para poder caber aqui no blog, mas ela inteira é mui mais bela... e aberta em zoom, melhor ainda... quem quiser, pode me pedir, que eu passo com o maior prazer =]


Adeus! (August Friedrich Schmidt)

 

Não entenderás nunca os motivos que me fizeram atravessar
A grande noite, a fria noite e a tua indiferença.
Vim porque a minha hora estava se tornando longa demais;
E o frio já me gelava
Vim porque o escuro estava pesando sobre os meus olhos
E o meu ser estava encolhido, longe da morte e da vida
Longe de tudo!
Vim porque não podia, porque era um condenado
Porque precisava de ti.
Vim porque me prometeste um dia o sossego
e eu acreditei nas tuas palavras.
Vim porque não podia mais!

Sei, porém que és pior do que o escuro e o frio
Sei que és mais terrível do que a solidão
Sei que és o meu próprio vazio
E que o teu mundo não é o meu.
Sei o que pensaste quando me viste entrar.
Eras a minha ilusão final
Hoje nem mais meu desespero tu és.
Minhas palavras te são indiferentes
Eu te sou indiferente.
Mas antes de partir quero te dizer adeus!

Quero demorar-me sobre o teu túmulo porque é o meu túmulo
Quero chorar sobre o teu corpo porque é meu corpo
Quero demorar-me um minuto ao teu lado
Porque és eu mesmo, oh! Minha sombra, meu engano e minha dor!

 



- Postado por: Dame_Vampiria às 07:30:51 PM
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Nocturna




Forget this life... come with me, don't look back, you're safe now. Unlock your heart, Drop your guard, no one's left to stop you now...

My Dying Bride

For My Fallen Angel

As I draw up my breath
And silver fills my eyes
I kiss her still
For she will never rise

On my weak body
Lays her dying hand
Through those meadows of Heaven
Where we ran

Like a thief in the night
The wind blows so light
I wars with my tears
That won't dry for many years

"Love's golden arrow
At her should have fled
And not Death's ebon dart
To strike her dead"

Tradução:

Para meu Anjo Caído

Enquanto eu suspendo minha respiração
E a prata enche meus olhos
Eu ainda a beijei imóvel
Porque ela nunca se levantará

No meu corpo fraco
Descansa sua mão moribunda
Através daqueles prados do Paraíso
onde nós corremos

Como um ladrão na noite
O vento sopra tão leve
Eu batalho com minhas lágrimas
Que não querem secar por vários anos

O amor é uma flecha dourada
Até ela, deve ter voado
E não a flecha negra da Morte
para feri-la mortalmente


Não preciso comentar n-a-d-a sobre essa música... é realmente maravilhosa... o som, o instrumental... a voz... Tudo literalmente perfeito. Uma belíssima combinação de violino com uma melodia entristecida... e a letra... caracterizando o sentimento... amor.



- Postado por: Dame_Vampiria às 10:26:12 PM
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Nocturna




Dark wings...

Obs.: Maravilhosa poesia de Cruz e Sousa... aliás, quais dele são ruins? =)

Esqueci de pôr uma imagem tb, então lá vai... Gosto dessa... é profunda e diz o que sinto... (e eu não quero ser clichê ¬¬)



- Postado por: Dame_Vampiria às 09:40:18 PM
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Nocturna




Embebedada pelo vinho de outrora...

“A existência em Deus implica necessariamente a escravidão de tudo abaixo dele. Assim se Deus existisse, só haveria um meio de servir a liberdade humana: seria o de deixar de existir.”

 

Mikhail Bakunin

 

“...no presente estágio da psicologia e da fisiologia, a crença na imortalidade da alma não pode reivindicar, em qualquer nível, respaldo científico; e tais argumentos, tanto quanto é possível neste assunto, apontam para a provável extinção da personalidade por ocasião da morte.”

 

Bertrand Russell

 


 

Presa do ódio

 

Da tu'alma na funda galeria

Descendo às vezes, eu às vezes sinto

Que como o mais feroz lobo faminto

Teu ódio baixo de alcatéia espia.

 

Do Desespero a noite cava e fria,

De boêmias vis o pérfido absinto

Pôs no teu ser um negro labirinto,

Desencadeou sinistra ventania.

 

Desencadeou a ventania rouca,

surda, tremenda, desvairada, louca,

Que a tu'alma abalou de lado a lado.

 

Que te infalamou de cóleras supremas

e deixou-te nas trágicas algemas

Do teu ódio sangrento acorrentado!

 

Cruz e Sousa



- Postado por: Dame_Vampiria às 09:24:07 PM
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